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Re: Re: Nair ou Rian

Lista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros.
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Autor: Fernando Toledo (fernandotoledo_at_hobeco.net)
Data: Sex 26 Set 2003 - 17:47:08 BRT

Jorge Mello:

> Realmente você se enganou, pois ela foi casada com o Marechal Hermes da
Fonseca. Transcrevo a seguir um artigo meu sobre o episódio. Espero que seja
útil!
> Abraços, Jorge Mello.A PRIMEIRA DAMA EXECUTOU AO VIOLÃO O
"CORTA-JACA" NO PALÁCIO DO CATETE.
>
>
> Foi um escândalo! A primeira dama da república, Sra Nair de Teffé causou
um grande impacto ao apresentar a música "O Corta Jaca" em solo de violão
numa recepção no Palácio do Catete em 26 de Outubro de 1914. Este fato
inusitado foi muito bem aproveitado pelos adversários políticos do então
presidente Marechal Hermes da Fonseca e uma das mais contundentes críticas
foi a do senador Rui Barbosa: "...Uma das folhas de ontem (referia-se ao
vespertino "A Noite") estampou em fac-símile o programa da recepção
presidencial em que, diante do Corpo Diplomático, a da mais fina sociedade
do Rio de Janeiro, aqueles que deviam ao País o exemplo das maneiras as mais
distintas e dos costumes mais reservados, elevaram o "Corta Jaca" à altura
de uma instituição social. Mas o "Corta Jaca" de que eu ouvira falar há
muito tempo, que vem a ser ele, Sr. Presidente? É a mais baixa, a mais
chula, a mais grosseira de todas as danças selvagens, a irmã gêmea do
batuque, do Cateretê e do Samba. Mas nas
> recepções presidenciais o "Corta Jaca" é executado com todas as honras
de música de Wagner,e não se quer que a consciência deste País se revolte,
que as nossas se enrubesçam e que a mocidade se ria!..."

Eu:
O Rui (também conhecido como Cabeção) era tão pernóstico que se recusou,
quando da campanha da febre amarela, a ser vacinado, com um discurso (para
variar, de horas, com todas aquelas trezentas mil figuras de linguagem -
algumas já existentes, outras de sua própria lavra) que beirou o ridículo,
em que se recusava a "ser inoculado com microorganismos de comprovada
maleficência" e arroubos quetais.
Triste o País que tem uma figura dessas como ápice da intelligentzia, ou,
como diria Millôr, da ignorantzia...
Um abraço,
Fernando Toledo
P.S.: Abaixo, uma historinha que nossa amiguinha Naja me enviou hoje:

Rui Barbosa, ao chegar em sua casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu
quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus
patos de criação.

Aproximou-se vagarosamente do indivíduo, surpreendendo-o ao tentar pular o
muro com seus amados patos. Batendo nas costas do invasor, disse-lhe:

- Bucéfalo, não é pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes e sim pelo
ato vil e sorrateiro de galgares as profanas de minha residência. Se fazes
isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares de minha alta
prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala
fosfórica no alto de tua sinagoga que te reduzirá à quinquagésima
potência que o vulgo denomina nada.

E o ladrão, confuso, disse:

- Ô moço, eu levo ou deixo os patos?

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