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Entre na Roda (Jornal Tribuna de Minas)

Lista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros.
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Autor: Sonia Palhares Marinho (soniapalhares_at_hotmail.com)
Data: Qua 17 Set 2003 - 20:11:24 BRT

Jornal Tribuna de Minas

http://www.tribunademinas.com.br/dois/dois10.phtml

Samba

Entre na roda

Fabiano Moreira
Repórter

Freqüentar rodas de samba e choro não é mais moda apenas nas noites do Rio
de Janeiro, onde o ritmo tem força na Lapa e em Santa Teresa. Juiz de Fora
entrou no circuito de bambas com as rodas em bares que aderiram à proposta
de raiz. A platéia é eclética: estudantes universitários, casais de
namorados, DJs, guitarristas de bandas de rock, músicos, clubbers, famílias,
enfim, a nova e a velha guarda do samba.

Por saudosismo ou curiosidade, sambas de medalhões como Cartola, Noel Rosa,
Geraldo Pereira, Mamão, Assis Valente e Paulinho da Viola têm reunido
gerações, trazendo de volta a cultura de dançar juntinho na era da solidão
das pistas de dança. Até a cantora Nanda Cavalcante, a maior revelação vocal
de Juiz de Fora desde a exportação de Ana Carolina para a cena nacional,
passou a dividir seu tempo entre os costumeiros projetos de MPB com as
rodas.

Além de resgatar sambas e sambistas imortais, o Samba & Cia reúne músicos de
qualidade inquestionável, como Cazé (bandolim), Márcio Gomes (pandeiro),
Fernando (violão de sete cordas) e Toinho (cavaquinho). Isso atrai uma
verdadeira horda de garotos que estão começando a formar bandas e grupos.

"Fazemos um trabalho de raiz, e o público estava carente desse estilo. A
receptividade é a melhor possível, e a faixa etária é bem eclética, dos 18
ao 70", conta Roger Resende, 33 anos, cantor e idealizador do projeto no
Muzik. Além da turminha que engatinha, as rodas sempre contam com
tradicionais como José Eduardo Modesto (que não dispensa calça e chapéu
branco), Mamão, Carioca, Coração do Partido Alto e Flavinho da Juventude
Imperial. As canjas costumam ser quentíssimas.

Em família
Enquanto a fisioterapeuta Zoika Leite, 45, aproveita para recordar sambas
que marcaram épocas de sua vida, a filha e estudante Paula Leite, 27, faz
escola e ouve muitos hits do estilo pela primeira vez. "Sempre gostei dos
sambas que minha mãe ouvia, e nós sempre reunimos a galera em torno de um
violão", explica Paula. "O samba está na veia, está na gente", empolga-se a
publicitária Lídia Isabel Costa, 45. "O samba não tem idade", conclui a
amiga e professora Rosângela Aparecida Reis, 49. É só não deixar ele morrer.

Samba no pé

"Desde que comecei a fazer capoeira, estou me ligando nas brasilidades e
aprendendo a gostar de ritmo, dança, batuque. Acho importante esse grupo
ocupar um lugar no Centro da cidade. Venho sempre, e dá para dançar mesmo
quando venho sem minha namorada"
Thiago Lopes da Costa Oliveira, 19 anos, estudante de história

"É importante este resgate histórico da cultura nacional. Há quanto tempo
isso não acontece, de as pessoas dançarem samba juntinhos? E os músicos são
de altíssimo nível"
Pedro Dias, 40, saxofonista

"Meu avô era sambista, e todo mundo na minha família gosta muito de samba.
Passei muito tempo tentando fugir disso, mas agora freqüento a roda de samba
toda quarta e me emociono quando tocam umas músicas que eu lembro de ouvir
minha mãe cantar"
Adans Linn Barbosa, 24, desenhista

"Não ouço samba em casa. Gosto de rap, house e drum'n'bass. Mas é legal,
para qualquer pessoa, ouvir de tudo, ainda mais um DJ."
Guilherme Lignani, 22, DJ

"Acho fantástico a molecada ouvindo as coisas da minha época"
Olívia Sousa, 43, bancária

"Gosto de samba, da raiz brasileira, aquela coisa bem original. Acho a
música linda"
Anna von Bredow, 23, estudante alemã de antropologia

Pérolas de bambas

1 - "Sem compromisso"
2 - "Ministério da Economia"
(Geraldo Pereira)

3 - "Camisa listrada"
(Assis Valente)

4 - "Amor nem pensar"
5 - "Falou e disse"
(Mamão)

6 - "As rosas não falam"
(Cartola)

7 - "Coração leviano"
8 - "Argumento"
(Paulinho da Viola)

9 - "Palpite infeliz"
(Noel Rosa)

10 - "Não sou mais disso"
(Zeca Pagodinho e Jorge Aragão)

Programe-se

Samba e Cia
- Primeiros e terceiros domingos do mês, às 17h, no Empório Artesanal
(Avenida Guadalajara 6 - Aeroporto)
- Todas as quartas, com participação de Roger Resende e Nanda Cavalcante, às
22h, no Muzik (Rua Espírito Santo 1.081)
- Todas as sextas, com revezamento dos cantores Roger Resende e Coração do
Partido Alto, às 21h, no Bar do Gaudêncio (Rua Belmiro Braga 278)

Choro e cia
Todos os sábados, às 19h30, no Bar do Gaudêncio (Rua Belmiro Braga 278)

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