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Preciso me Encontrar

Lista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros.
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Ntanure_at_aol.com
Data: Qua 17 Set 2003 - 00:29:11 BRT

Fabio e a Tribuna

Concordo com vc e clareando o outro email meu. :) ...a gravação de Cartola
para Preciso me Encontrar (Candeia).
É sofisticação do mais alto grau.
E Juliana falou:... de arrepiar...
eu
exatamente isso !!!
nao necessariamente estou fechado ao novo, mais como ja disse
Iara Teixeira, eu ainda prefiro o surdo no samba e o pandeiro no choro, ou
melhor veja isso:

MONDO LATINO

Isso poderia ser comprovado quando, a 17 de abril de 1883, na cena cômica
intitulada Aí, Caradura!, o ator Vasques mostrava um carioca, em cuja casa se
realizava um baile, a incitar seu convidado caradura (hoje cara de pau) a
demonstrar suas habilidades de dançarino dizendo: "Vamos, seu Manduca, não me seja
mole: eu quero ver isso de maxixe!" O que realmente acontecia obedecendo a
seguinte rubrica do texto: "A orquestra executa uma polca-tango, e ele depois de
dançar algum tempo, grita entusiasmado: - Aí caradura!". Ao que acrescentava a
indicação: "(Canta: No maxixe requebrado/ Nada perde o maganão!/ Ou aperta a
pobre moça/ Ou lhe arruma um beliscão!)".Foi, pois, o estilo de tal forma
malandra e exagerada de dançar o ritmo quebrado da polca-tango que acabaria por
fazer surgir o maxixe como gênero musical autônomo, ao estruturar-se pelos fins do
século XIX sua forma básica: a exageração dos baixos - inclusive pelos
instrumentos de tessitura grave das bandas - conforme o acompanhamento normalmente
já cheio de descaídas dos músicos de choro.

Ou, como explicava no artigo Variações sobre o Maxixe o maestro Guerra-Peixe,
"melodia contrapontada pela baixaria, passagens melódicas à guisa de
contraponto ou variações e, em alguns casos, baixaria tomando importância capital".

Sucesso brasileiro na Europa
Definido como gênero autônomo, o maxixe, contaminado pelo preconceito em
relação ao baixo nível social em que surgira - os forrobodós ou bailes populares
também chamados de maxixes -, continuaria a ser cultivado musicalmente até
inícios do século XX, muitas vezes encoberto pelos nomes de tango ou tanguinho
(caso dos tangos pianísticos de Ernesto Nazareth). E, enquanto dança,
progressivamente submetido à estilização dos seus passos - como logo faria o bailarino
Antonio Lopes Amorim Diniz, o Duque - a fim de permitir sua aceitação nas salas
e salões das classes média e alta. Transformada em número obrigatório do
teatro de revistas (desde o quadro Um Maxixe da Cidade Nova, da peça O Bilontra, de
Artur Azevedo, de 1866), a dança do maxixe seria levada para a Europa no
início dos 1900 para tornar-se - sob o nome de tango brasileiro - uma onda da
moda, favorecida por sua atração de coisa exótica. E isso a ponto de estimular
compositores locais a tentar o gênero, como aconteceria com o francês Charles
Borel Clerk com sua criação intitulada La Matchichinette, consagradora da
novidade: "C’est la chanson nouvelle/ Mademoiselle/ C’est la chanson que esguiche/ C’
est le matchiche".A maior prova da repercussão alcançada pelo maxixe na
Europa, porém, seria fornecida pela literatura. Em suas Memórias escritas na década
de 1960, o escritor soviético Ilia Ehrenburg, ao recordar no capítulo
Infância e Juventude, no primeiro volume, da agitada vida russa de 1905, lembrava
que, já então, "em lugar da mignone e da chacona da minha infância, as moças
estudavam, diante das assustadas mamães, o cake-walk e o maxixe". Em outro livro
de memórias - este do escritor Paul Léautaud, no Journal Littéraire - o
ensaista e cronista recordava uma recepção na casa de Mme. Dehaynin, num domingo de
novembro de 1905, em que, após o jantar, "a senhorita Marcelle Dehaynin,
acompanhada ao piano por sua mãe, dançou para nós o cake-walk, o matchice etc. E
ainda antes da Primeira Grande Guerra, enquanto Georges Courteline dedicava uma
de suas pequenas cenas cômicas ao diálogo de suas parisienses a discutir
futilidades como infidelidade dos maridos, festas e o maxixe, o poeta Jean Richepin
- segundo revelava o cronista Alvaro Moreyra em 1914 - provocava a Academia
Francesa com uma conferência sobre o tango e o maxixe. Tema que, aliás,
aproveitaria logo a seguir numa peça teatral escrita em parceria com a mulher, Mme.
Richepin.
Desaparecimento gradual
No Brasil, o maxixe, sob esse nome ou disfarçado às vezes por outras
denominações (como a de samba, tal como se comprova ouvindo a execução de Pelo
Telefone pela Banda Odeon em 1917), prolongou sua trajetória até às vésperas da
década de 1930, com alguns piques de sucesso, já agora revestido de letra, como
aconteceria com a composição de Sebastião Cirino Cristo Nasceu na Bahia, de 1926.

AI FOMOS OU ESCUTAMOS :
Na verdade, acho que o sete cordas funciona melhor no samba & choro porque
nãoi é usado como instrumentom monocórdico, da maneira que o baixo de sete
cordas é. Ele é usado para montar acordes, e não apenas para pontuar,
nota-a-nota, a melodia.
Por isso a harmonização fica mais completa, "redonda".
Um abraço,
Fernando Toledo

E:

Curiosa essa observação de que o sete cordas funciona melhor no samba &
choro porque é usado com acordes.
A grande maioria dos instrumentistas de sete cordas atuais insere uma tal
profusão de baixos e contrapontos durante toda a execução da música que se
ouvem poucos acordes do violão 7.
E é praticamente impossível ouvir e sentir acordes do 7 quando estão juntos
um (às vezes dois, como no Época de Ouro) violão de centro e cavaquinho.
Talvez você esteja se referindo somente aos duos (solista e violão), quando
isto realmente é ouvido e a sensação de harmonia entre baixos e acordes é
evidente (por exemplo, no disco que a Odette Dias gravou com o Jaime E.
Dias, ou da Lena Verani com Luis Alcofra, perfeitos exemplos de
violão-baixaria tocado com competência). Abraços

Manoel Carlos Cerqueira

AGORA, EU INVERTI A ORDEM, SUA MENSAGEM:

Agora, por exemplo, quando vc coloca um baixo dedilhado no samba ou no choro.
Vc transfere junto uma técnica de execução desenvolvida para atender o
estilo de tocar do JAZZ, BLUES, ROCK ...Esse baixo tem como funcionalidade ser
a alma da BANDA, ou seja o fundamento de toda harmonia.

No choro e no samba , essa função é magistralmene feita.
pelo violão de 7, que por ter um timbre mais claro e definido permite
técnicas de condução harmonicas e contra-tempos muito mais belos do que as
utilizadas no contra-baixo.

Em Tuesday, September 16, 2003 10:17 AM, Fabio inverteu a perspectiva

Se invertessem as linhas geográficas de tal maneira que o samba fosse
norte-americano
e o Jazz Brasileiro.
Pode ter certeza que o foco da abordagem também seria invertido.
Ou seja, as análise seriam baseadas na importancia do Samba para a
sofisticação do JAZZ.

AI EU-João

A base americana: The Great Awakening, The Work Song, The Blues,
Minstrelsy,The Spiritual e Ragtime
A base brasileira: música tribal india e negra, lundu, chula, maxixe, choro e
o samba

A natureza do jazz: A tradição Europeia na harmonia*
                              Melodia e ritmo
                              A definição, uma expressividade em jazz

Definição de um amigo:

A natureza do samba: A tradição Europeia na harmonia*
                                 Melodia e ritmo
                                 A definição, samba (choro) uma expressão

Gosto muito do choro, do samba, blues, jazz , etc., mais respeitando suas
fronteiras,
seus intercâmbios e faço como o ....:
...........
Acho até que você é muito mais chorão do que suspeita. Lógico, não será
jamais um músico de choro tradicional, entendido como um gênero musical
cristalizado, embora riquíssimo.
...........
ou na apresentação de um show música brasileira, pago e lotado no L. Center,
e
com um baixo-elétrico no grupo.. Ai sabe o que se passou;...nao ficou 30%,
saiam
na maior educação.
...........
vou mais longe ainda, essa de dizer que gosto porque é cool, é intelectual ,
etc.
não me disse nada, tenho que passar e eu gostar, ai estou com W. Como gosto
de música sertaneja, gosto de moda de viola, coco, até do Elimar Santos e
outras peças. E tenho as minhas preferências, essas não saem do som.
Abracos
João

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