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Re: Chorões e choronas

Lista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros.
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Autor: O Lama (lord_lama_at_hotmail.com)
Data: Qui 11 Set 2003 - 15:22:26 BRT

A Soninha disse assim:
>... o cenário de choro em Fortaleza deve ser bem legal

Infelizmente não Soninha, o espaço do Choro aqui em Fortaleza é bem
reduzido, principalmente se comparando (sem perder a noção de proporção) a
BsB, Sp e Rio, a industria cultural aqui é voltada massissamente para o
forro plagiado dos Beatles, Scorpions, Queen e quejandos... :0( o que acaba
sufocando movimentos como o Maracatu, o Choro, etc... um dos poucos bares
que fazem uma "Feijoada com Choro" aos sabados, O Cais Bar já tá com data
marcada pra fechar

A Soninha continuou:
>o Jorge Cardoso, embora more em Brasília, começou lá...:-) Zé Menezes que
>está aqui em Brasília e fez >um show lindo interpretando Garoto ontem no
>Clube do Choro, também é de lá, conheço um >infinidade de chorões
>cearenses, sei lá, deve ser a água que eles bebem...:-):-):-)

Curioso isso naum? Tem muita gente boa daqui mesmo, Nonato Luis, Aluisio do
Pandeiro, Macaúba (Vou vê-lo domingo no Dragão do Mar), Zivaldo Maia, Marcos
Façanha...
Num show inesquecível que o Altamiro Carrilho fez aqui acompanhado do
Regional do Macaúba e da Orquestra Eleazar de Carvalho ele disse que o
Aluisio (que também fabrica pandeiros) era o maior panderista do mundo...
covardia do Altamiro fazer isso com um senhor de idade :0). Quanto ao Zé
Menezes e ao Jorge Cardoso, dificilmente vem por essas plagas, assisti um
show do Zé Menezes em 1998 e nunca mais, já o Jorge Cardoso, deve ter uns 2
anos que naum pinta aqui...
Já a água, faz 12 anos que bebo dela e não me tornei um violonista que
preste :0) :0) :0)

Abraço do Lama

Beijins. Sonia Palhares (BsB-DF)

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=105712

O GRUPO “Choronas” continua mostrando muita afinidade com o chorinho, no
segundo álbum da sua carreira

MÚSICA (10/9/2003)

Chorões & choronas

Fluências distintas, em duas celebrações ao choro tradicional. Chorões e
choronas, uns com mais, outros com menos experiência, que comprovam a
atualidade do gênero. Os chorões são nove e resgatam um projeto lançado há
15 anos, o “Noites Cariocas”. Já as moças integram o Quarteto Choronas e
apresentam o seu segundo projeto, “Choronas convida”. Os lançamentos revelam
toda a encantadora dolência de clássicos do ritmo, sobretudo quando os
regionais ganham o incremento de sopros e metais. Nesses momentos, recebemos
um convite irresistível a reviver o clima dos antigos bailes de salão,
através das composições de Pixinguinha, Bonfiglio de Oliveira ou Jacob do
Bandolim

Herdeiras do talento inovador de Chiquinha Gonzaga, uma das primeiras
referências do choro, no final do século XIX, as choronas Ana Cláudia
(cavaquinho), Gabriela Machado (flauta transversal), Paula Picherzky
(violão) e Roseli Câmara (percussão) formam o grupo há quase 10 anos. Depois
de galgar projetos de for
Divulgação

OS CHORÕES do novo regional que volta a embevecer o público no projeto
“Noites Cariocas”

mação de público, em todo o país, o quarteto lançou seu primeiro CD em 2000.
“Atraente” reunia “Receita de samba” e “Noites cariocas”, de Jacob do
Bandolim; “Segura ele”, “Urubata”, “Cheguei” e “Um a zero”, de Benedito
Lacerda e Pixinguinha; “Atraente” e “Corta-jaca”, de Chiquinha Gonzaga;
“Flor amorosa”, de Joaquim Callado; “Delicado”, de Waldir Azevedo; “Bebê”,
de Hermeto Paschoal; e “Meu caro amigo”, de Chico Buarque de Holanda.

Além de Chiquinha, o choro se desenvolveu na cola das inovações de
compositores como Anacleto de Medeiros, maestro da Orquestra do Corpo de
Bombeiros carioca; Ernesto Nazareth, interessado em vislumbrar a ligação de
ritmos populares e eruditos, através de um repertório tardiamente
compreendido pelos nossos músicos, a partir de Jacob do Bandolim e Garoto.
Outro pilar do choro foi Pixinguinha, Alfredo da Rocha Vianna Filho, que, à
princípio através do maxixe, referendou definitivamente a ligação do choro
com a tradição musical rural e afro-brasileira.

A lista básica dos chorões integra ainda nomes como Jacob do Bandolim, autor
de “Noites Cariocas” e o cavaquinista Waldir Azevedo, de “Brasileirinho”.
Através do maestro pernambucano Severino Araújo, o choro se aproximaria
ainda mais do jazz, para desespero dos puristas. Com sua Orquestra
Tabajaras, ele adaptou sambas e choros para o estilo das big bands
norte-americanas, no que foi acompanhado por orquestras e regionais
liderados por grandes músicos como K-Ximbinho e Radamés Gnattali, que
trabalhou com grandes como Bola Sete, Laurindo de Almeida, Garoto e Paulo
Moura.

O clarinetista norte-riograndense Sebastião Barros, o K-ximbinho, foi
recentemente revisitado por Paulo Moura, em formato de clarineta, gaita,
guitarra e baixo, no álbum “K-Ximblues, da gravadora Rob Digital. o
clarinetista norte-riograndense integrou a Orquestra Tabajara, de Severino
Araújo. Sua “Sonoroso”, gravado tanto pelas Choronas como pelos chorões do
novo “Noites Cariocas”, foi registra pela primeira vez através da Orquestra
Tabajara, de Severino Araújo.

Entre os instrumentistas que se dedicaram ao choro, podemos enumerar ainda
nordestinos como João Pernambuco, o sergipano Luís Americano, o também
pernambucano Luperce Miranda, bandolinista e cavaquinista, além de Francisco
Soares de Araújo, o Canhoto da Paraíba. De São Paulo, ficaram consagradas as
composições de Armandinho Neves, Antônio Rago e Aníbal Augusto Sardinha, o
Garoto, que acompanhou Carmen Miranda nos EUA, em 1939. Seus choros também
ganharam bastante com o contato com o jazz.

Mais recentemente, o choro foi revitalizado pelo Época de Ouro e Paulinho da
Viola e até mesmo pelas fusões do conjunto Novos Baianos. Dos chorões de
todo o país, entre nomes como Rafael Rabello e os bandolinistas Jorge
Cardoso, Joel Nascimento e Déo Rian, do clarinetista Nailor Proveta, além do
gaúcho Yamandu Costa, finalmente, o choro parece ter conquistado o sexo
feminino, antes das Choronas representado praticamente pela flautista
Luciana Rabelo, mulher do músico Maurício Carrilho.

Em “Choronas convida”, o quarteto demonstra entrosamento e fidelidade ao
gênero. No entanto, verificamos já apartir da faixa de abertura,
“Brasileirinho”, que a flauta de Gabriela Machado se sobressai aos outros
instrumentos. Waldir voltará em “Carioquinha” e “Pedacinhos do céu”, esta
para matar a saudade do Cais Bar, com a participação da violonista Rosana
Bergamasco.

Da dupla Pixinguinha e Benedito Lacerda, o quarteto chama atenção em
clássicos como “Proezas de Solon”, “Ingênuo” e “Os oito batutas”, e apenas
do saxofonista, “Os cinco companheiros”. Em “Ingênuo”, as convidadas Ana
Isabel Rebello (viola), Andréa Campos Misiuk (violino) e Maria Luísa Cameron
(violoncelo) ajudam no encantamento. Já os solos de violão deixam um pouco a
desejar em “Os oito batutas”.

Mais inteiras, as Choronas estão em “Salve, Copinha”, de Hermeto Pascoal; na
deliciosa “Sara para Radamés”, de Paulinho da Viola; no encontro generoso do
violão, flauta e cavaco, da “Sonoroso”, de K-Ximbinho; na dolência de Jacob
do Bandolim, em “Doce de Coco” (através de Jane do Bandolim) e “Benzinho”,
esta com as participações especialíssimas dos grupos Madeira de Vento e
Quinteto de Clarinetas. E mostrando como ajuda fazer um disco de estúdio,
Roberto Sion desdobra seus saxes na gafieira “André de sapato novo”, da
lavra de André Victor Correia. Quase no fechamento das suas 17 faixas,
“Choronas convida” apresenta o trombone de vara de Valdir Ferreira, uma
beleza.

O show “Noites Cariocas” reuniu durante duas noites de 1988, nada menos do
que Altamiro Carrilho (flauta), Chiquinho (acordeon), Joel Nascimento
(bandolim), Paulinho da Viola (cavaquinho), Paulo Moura (clarineta), Paulo
Sérgio Santos (clarineta e sax), Zé da Velha (trombone), Henrique Cazes
(cavaquinho), Luiz Otávio Braga (violão de 7), Maurício Carrilho, João Lyra,
João Pedro Borges e César Faria (violões), Beto Cazes (percussão), Omar
Cavalheiro (contrabaixo) e ainda uma participação especial do pianista João
Carlos Assis Brasil.

O repertório do primeiro “Noites Cariocas compunha-se, além do tema de
Jacob, por clássicos de Pixinguinha (“Ainda me recordo”, “Ingênuo”, “Um a
zero” e “Carinhoso”); Louro (“Urubu malandro”); Altamiro Carrilho
(“Aleluia”), Radamés Gnattali (“Chiquinha Gonzaga” e “Sarau para Radamés”),
Anacleto de Medeiros (“Jubileu”); e Abel Ferreira (“Chorando baixinho”).

Daquelas noites, o novo regional trouxe de volta Henrique e Beto Cazes,
Paulo Sérgio Santos, César Faria (pai de Paulinho da Viola) e Zé da Velha. O
novo registro aconteceu em janeiro de 2001, no Centro Cultura Banco do
Brasil, do Rio, claro, e contou ainda com os talentos de André Bellieny
(violão de 7), Alexandre Maionese (flauta), Silvério Pontes (trompete) e Déo
Rian (bandolim). Convergindo para os repertórios das “Choronas”, os bambas
desfiam outros belos lamentos e outras lindezas desembestadas, em clássicos
como “Um a zero” (Pixinguinha), “O bom filho à casa torna” (Bonfiglio de
Oliveira), “Vê se gostas” (Waldir Azevedo), “Chorinho pra você” (Severino
Araújo), “Na Glória” (Raul de Barros)...

Henrique Nunes - Da Editoria do Caderno 3

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