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RES: A Folha sobre a Maria Rita

Lista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros.
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Autor: Fabio Fernandes Padilha (fabio.padilha_at_datasul.com.br)
Data: Qua 10 Set 2003 - 15:40:26 BRT

Dá uma olhada nessa aqui é mais recente, pouco mais de um ano.
Veja o que o pai fala no final do texto.
http://www.terra.com.br/musica/2002/08/22/007.htm

Não sente falta dessa revolução musical? Algo para alterar fortemente a MPB? Você tem ouvido coisas que refletem o que será o futuro da música brasileira?

Sim, sem dúvida, e está demorando muito. Mas está na "bica". Vejo isso pelos jovens que tenho contato - meus filhos, evidentemente. De quatro anos para cá pintou gente como o Chico Pinheiro, que é muito arrojado. Ouvi o trabalho e achei interessante as composições. Mas daí a dizer que é algo novo não é bem por aí. Você percebe que ele vem sofrendo influências, além da experiência de Berkley dele. Tem o Jairzinho, o Pedro Mariano, o Jorge Vercilo, caras que vieram, claro, com influências. O Tom Jobim, por exemplo, veio influenciado pela cultura americana - e não era só do jazz. Esse rapaz, o Jorge Vercilo, traz algo próximo ao Djavan, Tom Jobim, algo mais fresco.

E o Max de Castro, que é da mesma gravadora de seu filho, e é apontado como um nome forte da nova MPB?
O Max de Castro é o um Prince. É algo que já existe. Nesse último disco ele mudou um pouco. Mas é muito bom o que ele faz. Lá nos EUA, no entanto, existem um monte de "Princes" como ele. É um esforço louvável, interessante e inteligente dele. Mas não colocaria no caminho dos novos, das propostas novas. Os DJs brasileiros também são um segmento interessante. Poderá se juntar no fim de tudo para gerar essa coisa nova que estamos falando. Os DJs brasileiros são bem diferentes dos americanos e ingleses. Tem uma coisa bem Brasil, que chama muito a atenção. De gente nova no Brasil, tenho ouvido falar muito do Altair Veloso, que conheci no Rio de Janeiro. Apesar das porcarias que a mídia e as rádios nos impõem, tem umas coisas boas por aí. E já não é só culpa das gravadoras, como achávamos tempos atrás. E apesar disso, a qualidade hoje, de uns 15 anos para cá, aumentou muito. Como profissional, o nível de performance dos músicos, incluindo-se aí a técnica de gravação, melhorou. Sou chato para essas coisas e levei um susto quando vi os cuidados e consciência que esses meninos como o Pedro, Simoninha e Jairzinho têm. Não é mais aquela coisa: "Vamos fazer um somzinho, bicho?". Eles pensam em projeção de carreira, escolha de repertório, arranjos, performances, que é algo vital.

Além do Pedro e do Marcelo agora tem sua filha, Maria Rita, começando na música. Ela canta bem?
A Maria Rita ainda está fazendo o trabalho dela. Vi um concerto dela com o Chico Pinheiro. Estava cantando como uma participação especial. Ela está no "comecinho" da carreira, mas tem potencial. Sou meio suspeito para falar. O Pedro foi um cara que me surpreendeu. O Marcelo também - vi ele brincando em casa e, de repente, do dia para noite, virou músico.

fabio padilha(gangaz)

-----Mensagem original-----
De: tribuna-bounces@samba-choro.com.br
[mailto:tribuna-bounces@samba-choro.com.br]Em nome de O Lama
Enviada em: quarta-feira, 10 de setembro de 2003 15:10
Para: tribuna@samba-choro.com.br
Assunto: [S-C] A Folha sobre a Maria Rita

>"Segundo o slogan publicitário, ela é "a cantora que todo mundo estava
>esperando". Mais que retórica, >exprime o que a Warner Music do Brasil
>trata como o maior plano de marketing que já fez para lançar >um artista
>iniciante."

>"O diretor de marketing da Warner, Marcelo Maia, concentra em duas frases a
>pretensão e a >expectativa: "Chega de feijão com arroz; chegou a hora,
>afinal, de dar uma guinada". "

>A reviravolta passa pelo formato. Após uma década de investimento pesado da
>indústria nacional nos >formatos populares de axé music, pagode e música
>sertaneja, Maria Rita chega embalada em MPB e >jazz.

O Lama indaga: Será que a reviravolta de formato vinga mesmo? Ou veremos a
Maria Rita Se apresentando nos Faustões, Gugús e Rauls Gils e Sabadaços da
vida? Sem contar com as versões techno que fazem pra tocar nas rádios...

Abraço do Lama

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