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Paulinho no Cine Planalto (2)

Lista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros.
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Autor: Cesar Oliveira (cesar52_at_ig.com.br)
Data: Ter 09 Set 2003 - 15:45:29 BRT

Eugênia:
Isso só acontece porque consumimos produtos ruins. Se a gente mora num lugar
que não passa filme bom, faz passeata na porta, reclama com o dono, faz
abaixo-assinado... O negócio é que se a gente se acostuma que passem a mão
na bunda da gente... (sabe o final da história?). Tem que reclamar! Ou, como
diria o Henfil, a gente não pode, nunca, deixar de se indignar!
Abraços,
Cesar

----- Original Message -----
From: "Sec. Gab. Rogério Nascimento" <Sec1103@prrj.mpf.gov.br>
To: <cesar52@ig.com.br>; <tribuna@samba-choro.com.br>
Sent: Tuesday, September 09, 2003 3:38 PM
Subject: Re: [S-C] Paulinho no Cine Planalto

É verdade, Fábio e César. No Rio, apenas alguns poucos cinemas na Zona Sul e
um no Centro (este durante pouco tempo, uma semana talvez) exibiram esse
filme. Infelizmente, a Zona Norte e o subúrbio só são soterrados com lixo
americano (nem o bom cinema americano, como o ainda em cartaz "O Show não
pode parar", chega lá...)

Abs, Eugênia

>>> "Cesar Oliveira" <cesar52@ig.com.br> 09/09 3:06 pm >>>
Sambistas & Chorões:
No Rio, o filme do Paulinho também só passou em cinemas "alternativos"...
deixemos o Presidente fora disso, que ele não tem nada a ver com isso..
Saudações de Vila Isabel,
Cesar Oliveira

----- Original Message -----
From: "helenice castro" <helenicecastro@yahoo.com.br>
To: "Fábio Liberal" <fabio@samba-choro.com.br>; <tribuna@samba-choro.com.br>
Sent: Tuesday, September 09, 2003 2:54 PM
Subject: Re: [S-C] Zicartola, 9 de setembro de 1963

> Fábio Liberal falou:
>
> "enquanto nesta capital só o presidente vê o filme sobre Paulinho da
> Viola..."
>
> Pois é Fábio, enquanto isso, nós, pobres sambólatras mortais, ficamos aqui
a ver navios....
> Alguém dessa tribuna tem notícias sobre a exibição do filme sobre a vida
de Paulinho da Viola aqui em Brasília? Será que vai ser necessário sair
daqui para assistí-lo?
>
> Fábio Liberal <fabio@samba-choro.com.br> wrote:
> Amigos,
> enquanto nesta capital só o presidente vê o filme sobre Paulinho da Viola,
estou lendo "Paulinho da Viola, sambista e chorão", de João Máximo (coleção
Perfis do Rio, Relume Dumará, Rio de Janeiro, 2002, lançamento anunciado
neste sítio em http://www.samba-choro.com.br/noticias/arquivo/5400) e
deparei-me com a informação de que o lendário Zicartola começou a funcionar
no dia 9 de setembro de 1963, ou seja, há exatos quarenta anos.
>
> Como não posso passar na frente do velho sobrado da Rua da Carioca e
aproveitar para tomar um chopp (ou vários) celebrativo no Bar Luis,
transcrevo o trecho do livro, que trata bem sucintamente do sumiço e
reaparecimento de Cartola, a gênese do restaurante mais importante da música
brasileira da segunda metade do século passado e, de quebra, o nascimento
para o mundo artístico de Paulinho da Viola (com a sugestão nada
surpreendente de que seu caminho não começou na casa de Cartola à toa).
>
> Abraços a todos,
> Fábio Liberal
>
> "(...) Zicartola, restaurante que Angenor de Oliveira, o Cartola,
iluminado compositor, e sua mulher Zica, exímia cozinheira, abriram no
sobrado da Rua da Carioca, 53. O restaurante foi uma espécie de extensão das
reuniões que se faziam em outro local, o segundo andar da Rua dos Andradas,
81, onde funcionava a Associação das Escolas de Samba e onde Cartola e Zica
viveram por algum tempo, ele como vigia de todo o prédio. Cartola - depois
de longo sumiço que levara quase todo mundo a supô-lo morto - fora
redescoberto por Sérgio Porto enquanto lavava carros em Copacabana. Para
Sérgio, aquele negro magro, de nariz estranho, tumoroso, era o personagem
principal das histórias que o tio Lúcio Rangel lhe contava, ilustradas por
sambas admiráveis. Redescobrir o 'falecido Cartola' foi como dar vida a uma
lenda. E Sérgio, cronista mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta, teria
todo o direito de gabar-se disso até o fim de seus dias.
>
> O que se passou na Rua dos Andradas foi assim como se o Brasil quisesse
recuperar o tempo perdido sem a música de Cartola. Pois era justamente para
ver e ouvir Cartola que iam lá incontáveis sambistas, de início os mais
ligados à tradição, como Zé Kéti e o jovem Élton [Medeiros]. (...) Zé Kéti
aproximou-se de Cartola porque este tinha uma idéia: organizar um conjunto
de samba a ser batizado de A Voz do Morro (...) O (...) conjunto - formado
entre outros por Cartola, Nélson Cavaquinho, Jair do Cavaquinho, Nuno
Veloso, Zé Kéti e o jovem Élton - não passou da idéia. O que não impediu que
aquelas reuniões musicais ganhassem fama. Em pouco eram prestigiadas não só
por representantes da bossa nova, como Carlos Lyra e Nélson Lins e Barros,
mas por gente de outras cidades, outros estados, fazendeiro fretando avião a
fim de levar seu povo para conhecer Cartola. Resultado: o sobrado ficou
pequeno para tanta gente. Por isso Eugênio Agostini, um empresário louco por
samba, deu a Zica a i
> déia do restaurante. Ele e os primos Renato e Fábio seriam seus sócios,
naturalmente bancando os gastos iniciais. Os pratos dela e os sambas de
Cartola haveriam de fazer o resto. Que ela mesma procurasse o lugar para a
nova casa. Andou, andou e achou o sobrado da Rua da Carioca.
>

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