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Uma caixa com o melhor de Pixinguinha

Lista de discussão sobre samba e choro, estilos musicais brasileiros.
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pl_PL: Sonia Palhares Marinho (soniapalhares_at_hotmail.com)
Data: ter 28 jan 2003 - 11:15:07 EDT

Oi gente:

Essa matéria saiu no Jornal Valor Econômico.

Beijins. Sonia Palhares, do FSM 2003 (POA-RS)

Música

Uma caixa com o melhor de Pixinguinha

Tom Cardoso, São Paulo

Foto: Arquivo Editora Globo

Pixinguinha com Isaura Garcia: sua obra é referência para novas gerações

Nunca é tarde para redescobrir a obra de Pixinguinha. A gravadora Universal
deve lançar em breve uma preciosa caixa de sete CDs inéditos, com fonogramas
gravados pelo compositor e arranjador entre 1955 e 1959. É a famosa fase da
Sinter, que rendeu discos memoráveis, como "Festival da Velha Guarda",
"Cinco Companheiros" e "Assim É Que É - Pixinguinha e Sua Banda".

O produtor e idealizador da caixa, Carlos Alberto Sion, responsável nos
últimos anos por projetos similares (como a antologia de Dorival Caymmi,
"Caymmi Amor e Mar") acredita que o lançamento pode dar novo fôlego para o
trabalho de resgate da obra de Pixinguinha, boa parte dela ainda inédita.

"Há uma nova geração de instrumentistas que procura ansiosamente por esse
repertório, mas tem dificuldade para encontrar os discos originais. Imagine
o que um músico como Yamandu Costa pode fazer quando tiver acesso a todo
esse material", diz Sion, que só espera um acerto final da Universal com os
herdeiros de Pixinguinha para lançar a caixa no mercado.

No início dos anos 50, com o sucesso do samba-canção e do bolero,
Pixinguinha experimentou momentos de baixa popularidade, mas não chegou a
mergulhar no ostracismo. Com a ajuda de Paulo Machado de Carvalho, patrono
da Rádio Record, e com o faro musical de Almirante (o lendário pesquisador e
radialista), o autor de "Carinhoso" tornou-se a grande estrela do "I
Festival da Velha Guarda", patrocinado pela emissora paulista.

Não era um show qualquer. Ali estava reunida a fina flor do samba/choro
brasileiro, que foi logo reunida num grupo batizado com o nome do festival:
Pixinguinha (sax-tenor), Donga (violão e prato e faca), João da Baiana
(pandeiro), Bide (flauta), Alfredinho (flautim), J. Cascata (afoxê e canto),
Rubem, Mirinho e Carlos Lentine (violões) e Valdemar (cavaquinho).

Dois álbuns foram lançados logo de cara pela gravadora Sinter, aproveitando
a presença de tantas feras juntas, tendo à frente Pixinguinha e Almirante:
"A Velha Guarda", de 1955, e "Festival da Velha Guarda", de 1956. O
repertório, primoroso, tinha como carro-chefe a parceria de Pixinguinha,
Donga e João da Baiana, "Patrão Prenda Seu Gado".

Nesse meio tempo, Pixinguinha gravaria, também pela Sinter, em 1956, outra
obra-prima: "Cinco Companheiros", nome do grupo que ele havia formado, duas
décadas antes, ao lado de Tute (violão), Luperce Miranda (cavaquinho),
Valeriano (violão) e João da Baiana (pandeiro). Dessa vez como solista de
sax-tenor (instrumento que adotara definitivamente em 1946), Pixinguinha
registraria um dos mais belos discos de sua carreira.

"É o meu favorito dessa fase. Uma aula de improvisação coletiva", diz o
escritor e músico Henrique Cazes, autor do livro "Choro - Do Quintal ao
Municipal". "Além de Pixinguinha numa forma excepcional, o álbum tem a
participação marcante de Abel Ferreira (clarinetista e saxofonista mineiro
que, com estilo de tocar original e intuitivo, criou o que ficou conhecido
como 'escola brasileira de sopro')"

Cazes, que foi responsável pelo processo de masterização de todos os álbuns
da caixa, destaca ainda os dois discos de carnaval da fase da Sinter, como
"Pixinguinha e sua Banda em Carnaval de Nássara" e "Marchinhas Carnavalescas
de João de Barro e Alberto Ribeiro - Pixinguinha e sua Banda". "São dois
discos sensacionais, fundamentais para entender a história do carnaval no
Brasil. Pixinguinha era, antes de tudo, um grande arranjador de marchinhas,
sabia dar uma alegria incomum aos arranjos."

Logo que conseguir autorização dos herdeiros e das editoras que cuidam da
obra de Pixinguinha, Sion vai mergulhar em outros projetos. Um deles, já
pronto - uma caixa só de discos inéditos de Mario Reis -, depende apenas da
boa vontade dos executivos da gravadora BMG.

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